6/11/2020

Skyquake: Fenômeno atmosférico ou trombetas do apocalise e/ou?

                  


O fato de ser escritor de ficção, jornalista de longa data e não trazer nenhum texto autenticado por um médium famoso ou possível desencarnado e ser autor de um modesto livro sobre os bardos e druídas  (O Livro Negros do Bardos, entre outros livros, é claro), e afirmar que, às vezes, recebo algumas informações que não estão disponíveis nos canais humanos usuais,contemporâneos, talvez, me absolva de tratar de um assunto tão estranho registrado e inexplicado, não apenas pela mídia convencional, mas gravados no mundo todo:os skayquake(Ruídos no céu ou terremotos no céu como são chamados em inglês).
E, o assunto é tão estranho que a onipresente Nasa já saiu explicando com sua autoridade espacial mundial:"São fenômenos atmosféricos". A Nasa diz e ficamos satisfeitos.Ficamos satisfeitos com todas as explicações simples que nos derem, 
Por outro lado,as denominadas autoridades eclesiásticas, não escutaram nada, naquele momento, estavam escutando outra coisa e assim, pastores, entre outros... 
Mas porque eles deveriam explicar a origem e a razão da existência destes sons? 
Que responsabilidade tem sobre estes sons,afinal? Ora, só porque estes sons vem do céu e ninguém os gera ou faz e, sons semelhantes são citados na Bíblia.
Então, deixem a Nasa dizer qualquer coisa, afinal o céu é administrado por ela, ela que explique.
Mas será isto ou só isso?
Vamos excluir a possibilidade de serem as trombetas do apocalipse citadas pelo Apóstolo João.
Até inventarmos um novo termo para estes sons, Trombetas é o melhor porque estes sons vem avisar sim, aos seres humanos que vivem nesta terra que eles vão receber visitas, ou seja, naquele local onde foram escutados estes sons não produzidos por seres humanos, deverão descer do céu, também, seres humanos que lá estavam e estarão aqui de visita por 36 horas, junto das pessoas que amaram para se despedir, pois estavam longe quando partiram, ou vem rever, falar, lembra-las que não há necessidade de sofrimento.
Já deve teve acontecido com você: Lembrar de uma pessoa querida que partiu sem se despedir e de repente,você lembra dela, de seu sorriso de uma frase, de alguma bobagem que fizeram juntos e você sorri.Fica feliz com a lembrança. Talvez, digo aqui, talvez, ela esteja ali do seu lado por estas 36 horas.
Para finalizar, digo apenas que o céu só tem um administrador se você não sabe quem é continue acreditando nas explicações mais simples ou naquelas que lhes convém.Esta aqui pode ser mais uma.


5/08/2020

Réquiem(requiem aeternan dona eis* )para um palhaço morto

Minha infância foi repleta de palhaços, eles estavam nos circos, nas revistas, no rádio, televisão, havia uma revista (gibi) dos palhaços Fred e Carequinha, este último foi um dos palhaços mais famosos do Brasil e atuou durante anos na sua profissão viveu 90 anos e,segundo consta, queria ser enterrado pintado pra, de acordo com ele, alegrar o outro lado. Como a família não respeitou o desejo, tenho certeza que ao chegar ali ( não é muito longe), foi imediatamente pra maquiagem e começar fazer palhaçadas.Alguém não acredita que isto não existe do outro lado? Garanto que sim,há o lugar dos palhaços onde as gargalhadas são infinitas.Não é brincadeira o que digo.Riam se não acreditarem numa verdade tão real como este mundo. Somos mal educados,nossos professores são ignorantes e acredito que são cegos instruindo cegos.Mas isto já é outro assunto.
Em cada circo que passava na cidade sempre havia o grupo de palhaços, eles sempre foram a alma do circo, que tinha outros profissionais,os desafiantes da morte,os domadores, mágicos, os acróbatas,mas eram os palhaços que derrubavam aquela seriedade toda.
 E, o personagem continua vivo até os dias de hoje,basicamente com a mesma função.Estes que citei eram palhaços tradicionais, com a pintura no rosto que esconde a face e surgiram na Comédia  Dell'arte lá pelo século 18, os bobos da corte,humoristas,os atores, palhaços sem a máscara sempre existiram. A arte, o humor acompanha o homem desde que se tem registro de seu caminho sobre a terra.Mostrando o ridículo das ações,a beleza, o amor, a estupidez e outros comportamentos desprezíveis, alguns pagaram com sua vida a ousadia ou critica, mas isto nunca os impediu de fazer.O valor deles é impossível de medir, porque falamos de arte, que sempre toca as pessoas, emociona, encanta, faz rir, chorar, ter medo, experimenta o amor,o desamor, e assim por diante nas emoções humanas.
 Fiz este introito pra falar de um ator que saiu daqui recentemente  (seu nome esta por aí, não há necessidade que o repita e seu nome, talvez, não seja tão importante como os papéis que representou e, não foi Shakespeare em Romeu e Julieta que perguntou: "o que importa um nome, acaso a rosa muda de perfume se trocarem seu nome?")que por anos trabalhou na televisão,teatro,cinema, ora fazendo papéis humorísticos, hora papéis sérios. Lembro de uma novela de grande audiência aonde ele interpretava um aposentado que não recebia sua aposentadoria (ou algo equivalente) e numa das falas reclamava:
-O Brasil está me devendo!
Provavelmente a fala havia sido escrita pelo autor da novela, mas ele deu um peso e carga dramática importante tornando crível o personagem. Era um ator,um"clow"um palhaço, palhaço triste, pesado como todos os palhaços tristes, conscientes de sua profissão e a exercem de forma critica,sem aquele "distanciamento brechetiano", ou seja, vestem o personagem da forma sugerido por Stanislavisk (quase como médium, incorporado no personagem).Nunca consegui rir de suas interpretações havia uma sombra nelas que mais incomodava do que proporcionava alegria, era um olhar forte sobre a realidade que não permitia concessões, podia-se perceber na sua expressão facial e corporal a gravidade de suas representações.Vi outra destas interpretações,onde ele retratava um ex-jogador de futebol que lamentava a decadência do seu corpo,interpretação forte, densa, se trabalhasse em outro país que desse valor maior a sua arte, certamente, seria premiado, talvez, isto fosse uma de suas queixas.O não reconhecimento verdadeiro à sua arte.
E la nave va e recebemos a notícia que o ator realizou seu último monólogo no qual entrega a sua vida para o que chamamos de morte acreditando que é o final da representação, neste mundo, sem imaginar que sai deste mundo para entrar em outro.Como não havia um roteirista e nem um bom diretor ele resolveu escrever e interpretar o monólogo sem nem um iluminador para dar luz a ribalta,um contrarregra para ajudar, ele mesmo abriu as cortinas, leu o texto que havia escrito e levou o ato até o fim, mas não sabia que no teatro como na vida que conhecemos nenhum ato termina sozinho, ele continua vivendo na cabeça de outras pessoas, através de imagens, repetições que prosseguem infinitamente e não acabam com o fechamento da cortina.
No monólogo que escreveu,parece que lamentava o pais e, como via de consequência, o mundo que viveu.
 Creio que aquela fala, lá atrás, "o Brasil me deve" repercutiu fundo em sua vida. Ele queria cobrar uma dívida inexistente, impagável, falando das pessoas e do mundo que encontrou e do qual saiu sem agradecer nada, nem as gentilezas, os aplausos, os sorrisos que provocou,o apreço por sua arte que certamente algumas vezes recebeu neste mundo repleto de ingratitudes, mas, maravilhoso em complexidade e beleza.
 Mas, ele não precisava mesmo agradecer, nós é que agradecemos por ter partilhado de seus personagens, da alegria que proporcionou para muitas pessoas, pela sua seriedade e pela reflexão, por sua arte que o consagrou e certamente será eterna. 



*Dai-lhe o repouso eterno".Com o auxílio do Dicionário Aurélio e wikipedia sobre Carequinha.

7/28/2014

Vai ler ô inocente, sabe nada!

Bah!
Só uma exclamação como esta, aqui do rio grande, para expressar surpresa sobre coisas inauditas e absurdas. Bah!
O que eu li hoje me perturbou, me fez voltar a esse blog para escrever sobre uma grande imbecilidade mal rascunhada a respeito de Ariano Suassuna.
Um  tal de Alex Antunes (uma pergunta, quantos livros tem publicado o moço?) metendo o pau em Ariano Suassuna, recém falecido. O cara escreve  se não me engano no Yahoo.
O  tal segue a antiga tendência do pensamento colonizado de que qualquer brasileiro, seja qual for, vale nada, nem merece respeito. Consideração, nem se fala.
O rapaz ataca Suassuna porque ele ousou falar de uma cultura avassaladora,doentia, essa sim, burra na maior expressão.
Ariano, no texto de Alex, não merece nenhum respeito, nada. O texto é deselegante e até imoral.
 Brasileiro não pode ser pensador, não pode cometer equívoco ou dizer bobagens.
Mas, com certeza, diante de um Noam Chomsky certamente Alex se ajoelharia. Nada contra Noam Chomsky um dos poucos norte-americanos que mete o pau naquela cultura voltada para o sucesso a qualquer preço, do bem estar armamentista, e  fala do que a mídia ignora, por conveniência ou grana.

A  questão de Ariano,aqui é emblemática.
Suassuna foi um dos poucos brasileiros que vi nos últimos anos criticar palavras, costumes mal importados e nisso seguia a tendência dos modernistas quando buscavam encontrar uma linguagem escrita nossa, adequada para nossa fala.
Oswaldo de Andrade chegou a ser criticado por  Mario de Andrade pelo o uso da palavra garagem. 
E nisto Ariano fez o que um intelectual de valor faria, usando os espaços disponíveis para chamar a atenção sobre a necessidade de manter um pouco de nossa integridade cultural.
E a gozação dele, com a volta, o entorno  dos buracos negros?
Aquilo é física, mano.
O cara tava brincando com a questão dos buracos negros, de leve.
Ele criticou como ninguém como raros intelectuais, uma cultura massiva que exporta sua ignorância, seu mitos pobres, explorados como os negros que cantam sua miséria social e política:“ estou com grana hoje,vou detonar na balada, vou comer  todas, tenho um carrão fudido e você otário, tem o que?”!
O carrão, a grana, conseguida onde? Na esquina, com a miséria  dos que não reagem mais por falta de forças. Tai o Tupac morto, e tantos outros.
E Madonna? Com  sua voz de falsete, pouco talento e uma produça enorme (como diz um produtor musical nosso), pra fazer aquela franga pelada parecer que cantava. Aonde ela anda agora?Ah! Mudou de nome, se chama Lady Gaga.
Homer Simpson faz bem em comer o vestido dela.  O Grammy que ela ganhou não foi pela voz ou pelo talento, mas pelo vestido que ofendeu metade deste mundo faminto.
Viva esses mitos!
Mitos, talentos  com prazo de validade!
Suassuna matou a charada, rapaz!
E você, babe!Porque nunca na sua vã filosofia de almanaque vai conseguir essa síntese.
E,digo mais,Ariano não era xenófobo, as referências de sua obra são universais, na Compadecia, estão lá para quem souber ler, O Mercador de Veneza, lendas árabes e, ele teve a sabedoria de grande intelectual de confessar isso.E  brincar com isso!
 Lá pelos anos oitenta ele disse que não iria escrever mais, tenho mais de uma testemunha deste seu destempero.
Num país como o nosso, de respeito escasso, é fácil de entender a atitude.
E você, seu Alex? Já pensou em parar de escrever? Essa seria uma ótima hora para pensar nisto.
É isso! Viva a cultura do ritmo sem música, da poesia sem poesia !Do tambor, sem harmonia.
Vivemos a era do lixo, lixo imposto em cima de culturas  miseráveis,  pobres e mais ignorantes.Viva  nossa miséria  e ignorância para a felicidade e beneplácito das multinacionais do disco,das editoras que lançam toneladas de livros criados por equipes de redatores, de um cinema que multiplica a velocidade dos carros, dos tiros e da violência gratuita.
Gosto é gosto.
Mas cultura é cultura. Para fazer cultura  precisa esforço, trabalho, dúvidas, erros e dedicação.
Coisas necessárias a um bom intelectual.
Para  cultura de massa é só babar, diante do traje de Lady Gaga e as coxas  magras da Madonna.
Sussuana acertou como um intelectual serio, importante que foi.

Sabe nada ô inocente, útil!
A mulher ta andando com o vizinho e tu rindo na beira da piscina. Achando que sabe das coisas.
Ariano sabia do que falava e se lidou com os milicos, fez como a maioria dos brasileiros para conseguir sobreviver naquele período podre do Brasil, coisa que este senhor Alex não deve saber por que não passou por isso.
Õ sujeito! Por acaso tirou passaporte,ou teve que fugir daqui neste período? Esteve fora, exilado?Pensou e sofreu o Brasil longe dele? Sabe nada!Ou viveu aqui tendo que sustentar uma família cuidando-se dos arapongas que infestavam cada departamento de universidade, repartições públicas e a vida social ou privada?
Fácil falar, vai falando, mas respeito e cuidado com o que fala!
Não conseguirmos ter uma indústria cultural, e uma medíocre  indústria em geral, porque temos um atraso atávico e uma corja de nojentos que nunca respeitou esses país como ele merece ser respeitado.
 Vá ler história, inocente, sugiro um brasileiro como Nelson Wernek  Sodré,historiador e milico, mas com que história pessoal e intelectual, meu caro!Em suas Razões da Independência ele mostra como lombo dos negros no Brasil criou a Revolução Industrial, você sabia?
Claro que não, isso não interessa a burrice nacional colonizada!
 Não!
 Interessa o pitoresco, o cômico o ridículo e o grosseiro. Alguns brasileiros gostam de ter uma baixa auto-estima de viver no brete, enjaulado, bebendo coca cola  e rindo  com os dentes cariados para enfeitar e pagar a beleza do show bizz.
Nelson Werneck como Ariano, entre vários outros, amaram profundamente esse país. E buscavam  saber de suas raízes e não apenas da superfície.
Qualquer moleque norte-americano  respeita  os pais de sua pátria e aqui?
E sabe por quê? Desde o berço eles são ensinados a respeitar.E aqui se ensina algum tipo de respeito? Ensina-se o deboche, o amor as chuteiras e o desprezo como foi demonstrado no seu texto.
Não, aqui debochamos da mãe do juiz, do bigode de dona Carlota e enfatizamos o ridículo histórico.
País  de gente  metida a saber escrever, é  fácil atacar quem morreu  ontem.
Fácil, ele não vai sair do túmulo como um personagem dos vídeos de Michael Jackson pra puxar a sua barba medíocre.
Fácil dizer que  ele que viveu a sua vida em erro. Porque era de esquerda, etc,besteira, você não percebeu que esquerda e direta hoje são bobagens, aqui e no teu país, os EUA. Lá eles se dividem em democratas e republicanos, uns a favor da grana e outros a favor de dividir um pouco desta grana.

E digo mais, conheço a obra de Ariano desde criança,
Ele já era grande quando você certamente não era nem era nascido e havia orgulho nos teatros dos colégios quando alguém interpretava um personagem do Auto da Compadecida. E, esse orgulho  vai continuar existindo apesar de você como já dizia Chico Buarque.
Respeito é bom e eu gosto como se fala aqui no rio grande.
Te dou (ou dou-te) uma tarefa, pequena coisa metida a critico:
Lê o Auto da Compadecida.  Mas lê, não o que a Globo exibiu. E nem vai ao You Tube ou no Google achar que vai descobrir o que não sabe.
E vai ficar surpreso o quanto de beleza, humanidade,  arte, criação, existe no texto.
Você é capaz disto? 
Suassuna perdoa esses, aliás, a Compadecida perdoa.
E começa a ler Alex,  faz o favor. Dá pra ver pelo seu texto que você não leu nada! E o que leu não conseguiu entender.
Seu texto capenga, tosco mostra  muito bem do que são feitos os, talvez, pretensos novos intelectuais brasileiros, sem história e ocos.
Cheios de vento e miséria.
Vai ler ô inocente!

 Mas bah!




3/09/2013

Porto Poesia

Reportagem sobre Porto Poesia- Tv Pampa

3/29/2012

Ferreira Gullar não voa

Ferreira Gullar não viaja de avião, em função disso o poeta se tem deslocado pouco do Rio de Janeiro para fazer palestras ou receber alguns dos prêmios que recebeu por sua obra como o prêmio Jabuti, Prêmio Camões e agora o Prêmio Moacir Scliar de Poesia, do qual Gullar é o vencedor. O “não voar” de Gullar seria motivo alegado pela direção do Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul para entrega do prêmio de 150 mil reais a ele conferido na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro no próximo dia 29. Dos 152 concorrentes ao prêmio apenas três nomes nacionais reconhecidos: Adélia Prado, Gullar e Marina Colasanti; dois nomes regionais conhecidos e 147 nomes desconhecidos, provavelmente novos poetas. É curiosa a seleção do livro de poemas de Gullar para receber o Prêmio por se tratar de uma antologia ( ou seja, poemas já publicados) e um dos jurados ter feito a apresentação do livro premiado. A editora do livro vencedor também recebe 30 mil reais, sendo que esta gentilmente patrocinará a festa no Rio de Janeiro, outro fato que causa estranheza, pois não é usual um premiado patrocinar um coquetel de premiação. Um dos poetas que recebeu menção honrosa resolveu recusar a premiação perturbando um pouco o brilho da entrega do prêmio à Gullar pelo nosso governador no dia 29. A impressão que me ficou desse embroglio é que, enquanto Gullar não voa, alguns dos nossos intelectuais da província não correm, voam, como mariposas atrás do brilho efêmero da luz que emana do talento alheio. Seria interessante que Instituto Estadual do Livro em nome da lisura do concurso abrisse os votos de todos os jurados que premiaram Gullar, pois os nomes dos concorrentes e dos jurados podem ser acessados no site do Instituto, mas os votos não.

(fontes- Zero Hora dia 21 de março de 2012- site do Instituto Estadual do Livro)